quinta-feira, 26 de julho de 2018

Bancos vão apertar critérios nos empréstimos para a compra de casa...... E decidem compensar clientes com juros negativos já na prestação mensal!

Gtres

O crédito à habitação está em alta, mas esta realidade pode mudar em breve, com o abrandamento da atividade da banca nos empréstimos para a compra de casa. Isto porque os bancos pretendem começar a aplicar "critérios de concessão mais restritivos", seguindo as recomendações do Banco de Portugal, em vigor desde o passado dia 1 de julho.
Esta intenção foi, aliás, confirmada pela generalidade dos bancos que respondeu ao Inquérito aos Bancos sobre o Mercado de Crédito, realizado pelo Banco de Portugal todos os trimestres.
Na análise ao trimestre que terminou em junho, os cinco bancos que responderam ao inquérito do BdP dizem que mantiveram "estáveis" os termos e condições dos créditos tanto a empresas como a particulares. Isto apesar de apontarem alterações na oferta de crédito "designadamente a diminuição dos spreads aplicados nos empréstimos de risco médio" justificadas sobretudo por "pressões da concorrência e por uma avaliação mais favorável dos riscos".
Só em maio os bancos emprestaram 815 milhões de euros para a compra de casa, um montante que elevou para 3.784 milhões de euros o total concedido nos primeiros cinco meses do ano — a que corresponde o valor mais elevado desde o arranque de 2010.
Apesar deste forte crescimento, a generalidade dos bancos antecipa que a procura de crédito por parte das famílias "permaneça praticamente inalterada" no terceiro trimestre.
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Deduzir ao capital em dívida na próxima prestação ou constituir uma bolsa de jurosque serão descontados quando os juros forem positivos. Estas são as duas opções que os bancos têm, segundo a Lei que entrou em vigor há uma semana, para compensar os clientes pelas Euribor negativas. A maioria dos bancos diz que vai amortizar capital em dívida na próxima revisão da prestação. O Crédito Agrícola será excepção.
Está prestes a terminar o prazo de dez dias que os bancos têm para apurar o valor resultante da soma do indexante com o "spread". E, caso este valor seja negativo, o Banco de Portugal diz que devem "adoptar as diligências necessárias para assegurar a dedução desse valor ao capital em dívida na prestação vincenda subsequente ou, se for essa a sua opção, para que seja constituído um crédito a favor do cliente".
De momento, a opção da maioria das instituições financeiras recai na dedução dos valores negativos ao capital em dívida a cada prestação que for vencendo, segundo avança o Jornal de Negócios, com base numa ronda realizada pela banca nacional.
"Vamos amortizar mês a mês", adiantou fonte oficial do BCP ao diário, sem esclarecer o que motivou esta escolha.
"O BPI optou pelo desconto na prestação futura, ou seja, vai refletir a Euribor negativa no capital do cliente", declarou também ao Negócios, fonte oficial do banco liderado por Pablo Forero, que também não justificou esta decisão.
"No Bankinter tomámos a decisão de utilizar o montante de juros negativos na amortização do capital em dívida, o que se reflecte logo no valor da prestação seguinte", frisou fonte do banco, citada pelo jornal, salientando que o processo será implementado "dentro do prazo definido pela nova lei".
Pelo contrário, "o Crédito Agrícola optou pela constituição de bolsa de juros", revelou fonte oficial ao Negócios.
Já a CGD adiantou que "oportunamente, e no estrito cumprimento do decreto, informaremos os clientes sobre o processo".
Também o Montepio referiu que "está ainda a analisar o tema e irá cumprir a nova legislação. Em breve tomará uma decisão e dará notícias".
O económico diz que o Santander Totta, Novo Banco e EuroBic também foram contactados, mas apesar da insistência, não responderam às questões colocadas sobre a forma como vão aplicar a lei.
Fonte: Idealista News

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