quarta-feira, 20 de junho de 2018

Pagaste o empréstimo da casa na totalidade? Há um documento que tens de pedir agora mesmo

Gtres
Sabias que quem pediu dinheiro emprestado ao banco para comprar casa e conseguiu saldar a dívida tem de pedir – ao banco – um documento chamado distrate de hipoteca? No artigo de hoje da rubrica semanal Deco Alerta, destinada aos consumidores em Portugal e assegurada pela Deco – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor para o idealista/news, explicamos-te tudo sobre este tema. 
Os meus pais vão pagar a dívida remanescente do crédito à habitação e pretendem que o banco declare que esse crédito terminou. Disseram-lhes que é necessário solicitar o distrate de hipoteca. Peço-vos que nos informem sobre este documento. 
O distrate de hipoteca acontece quando o crédito à habitação é totalmente pago e o credor, ou seja, o banco emite um documento em que se declara que a hipoteca se extinguiu e que a dívida do crédito à habitação terminou.
Assim, quando os teus pais pagarem a totalidade da dívida do crédito à habitação, o banco emitirá esse documento – distrate de hipoteca –, através do qual renuncia à hipoteca que tinha sido constituída a seu favor e declara a dívida como liquidada.
Logo que os teus pais tenham o distrate de hipoteca devem dirigir-se a uma conservatória do registo predial para proceder ao cancelamento do registo de hipoteca.

Porque que se deve fazer o cancelamento da hipoteca?

Todos os créditos à habitação exigem uma hipoteca sobre o imóvel, hipoteca essa que funciona como garantia real para a instituição bancária e assim sendo para se tornar eficaz e válida deve ser registada em conservatória do registo predial. Por esta razão, quando o consumidor procede ao reembolso total do valor em dívida, necessita do referido distrate de hipoteca para poder efetuar o seu cancelamento.

Comissões para a emissão de distrate de hipoteca

Embora nem todas as instituições bancárias cobrem comissão pela emissão do distrate de hipoteca, conhecemos bancos que o fazem, pelo que o consumidor deverá informar-se primeiro antes de ir ao banco. 

E quem pretende vender a sua casa, mas ainda está a pagar crédito à habitação?

Neste caso, e no momento em que o consumidor conseguir vender o seu imóvel, deve a propriedade ser transferida para o comprador e a dívida referente ao empréstimo bancário terá de ser extinta, sendo nesta fase que se tem de efetuar também o distrate de hipoteca.
Também neste caso logo que o consumidor receba o distrate de hipoteca deve deslocar-se a uma conservatória do registo predial para proceder ao cancelamento do registo de hipoteca.
Fonte: Idealista News

terça-feira, 19 de junho de 2018

Sabe onde pode resolver assuntos relacionados com habitação e pagar menos?



Sabia que, para além de acabar com longas filas de espera e muitas horas perdidas, o serviço Casa Pronta possibilita uma poupança de cerca de 70%?

O Casa Pronta é um serviço que se apresenta ao público através de um balcão único. Aqui, é possível realizar diversas operações referentes à compra e venda de imóveis. Estes balcões únicos existem nas instalações dos serviços do IRN (Instituto dos Registos e do Notariado), nas conservatórias de registo predial e nos balcões de atendimento destas conservatórias.
Atualmente existem mais de 300 balcões Casa Pronta espalhados por todo o país e, só em 2016, foram realizados mais de 62 mil títulos. Uma grande vantagem deste serviço é a possibilidade de, por exemplo, efetuar a compra de um imóvel do Porto num balcão Único de Lisboa.
Este serviço, inserido no programa Simplex, dispõe de inúmeras vantagens: em primeiro lugar, na medida em que todas as operações são feitas num só balcão, o cidadão poupa tempo. Assim, o cliente não necessita de se deslocar a diversos balcões para fazer o contrato de compra, o registo ou o pagamento dos impostos, por exemplo. Para além disso, não é necessária a deslocação ao balcão único referente à área de residência do imóvel, podendo realizar todos os procedimentos em qualquer parte do país.
Adicionalmente, o Casa Pronta permite poupar dinheiro, uma vez que os custos são mais reduzidos, quando comparado com os métodos mais tradicionais para a realização destas operações.
Por fim, ao utilizar o serviço Casa Pronta, o cliente não precisa de obter previamente todas as certidões, a caderneta predial ou realizar a escritura pública, pois o serviço consegue aceder às bases de dados para obter esses documentos. Para além disso, a escritura é feita no momento nesse mesmo balcão.
Que custos envolve?
O serviço Casa Pronta permite não só uma poupança em termos de tempo (pois não precisa de se deslocar a diversos departamentos públicos), como ainda em termos financeiros. Ao invés de realizar, por exemplo, a compra de uma casa através de um cartório público, se utilizar o Casa Pronta pode poupar, em média, 70% do valor total que terá de pagar pelos procedimentos.
Os valores em vigor, em 2017, excetuando o montante a pagar de impostos, são:
  • 375 euros, se for realizado apenas um registo no Casa Pronta (por exemplo, o registo de uma hipoteca);
  • 255 euros, caso seja a compra e venda de um imóvel sem financiamento, em que tenha sido utilizada uma conta poupança-habitação;
  • 500 euros, caso seja a compra e venda de um imóvel com recurso a um crédito à habitação em que seja utilizada uma conta poupança-habitação;
  • 700 euros, se for realizado mais do que um registo no Casa Pronta (por exemplo, na compra e venda de uma habitação com recurso a um crédito à habitação, na qual são feitos diversos registos).
Por exemplo, no registo de uma casa no valor de 175 mil euros, com recurso a crédito à habitação e em que foi utilizada uma conta poupança-habitação (ou seja, o cliente detém uma conta poupança direcionada para utilizar o valor na compra do imóvel), o montante a pagar será de 500 euros. Ora, se não recorrer ao serviço Casa Pronta mas sim a um cartório público, este valor poderá subir para perto de 800 euros. Neste caso, é possível poupar quase 40%.

Fonte: Economize
 

sexta-feira, 15 de junho de 2018

Indústria da construção precisa pelo menos de 50 mil trabalhadores. Emigração e reposição geracional afligem.

Construcao
Sindicatos e associações patronais estão de acordo. A indústria de construção debate-se com falta de mão de obra que varia, segundo os cálculos, entre 50 mil e 100 mil trabalhadores, para fazer face ao programa anunciado de obras públicas, reabilitação urbana e ao investimento privado no segmento residencial e industrial.

As gruas voltaram a marcar as paisagens urbanas. O motor da recuperação é o segmento residencial nos grandes centros, impulsionada pelo investimento estrangeiro.

E a escassez é especialmente preocupante nas áreas de Lisboa e Porto e em zonas turísticas consolidadas como o Algarve.

“Esqueça o investimento público e o interior. A ferrovia para já resume-se a concursos são trabalhos que exigem uma pequena incorporação de mão de obra face às obras residenciais, em especial de reabilitação”, diz ao Expresso Ricardo Pedrosa Gomes, presidente da Associação de Empresas de Construção e Obras Publicas e Serviços (AECOPS).

No caso da pedalada expansionista (4%) persistir até 2020, o empresário calcula que o setor termine a década com um défice de 40 mil trabalhadores, centrado em funções especializadas.

A QUESTÃO SALARIAL

O Sindicato de Construção de Portugal é mais ousado e aponta para uma cifra de 100 mil de trabalhadores. E adverte que as empresas não podem pagar salários de 600 euros.

“Para se tornar atraente e seduzir uma parte dos 250 mil operários que emigraram nos últimos seis anos, o salário mínimo no setor terá de ser de 850 euros”, diz o presidente do sindicato, Albano Ribeiro. Esse foi o valor que o sindicato apresentou ao governo e às associações patronais.

O sindicalista regista que a escassez de mão de obra é transversal ao país, mas verifica-se sobretudo nas áreas metropolitanas de Lisboa devido à concentração de obras de reabilitação que exigem uma grande carga laboral.

Albano Ribeiro lembra que os operários portugueses beneficiam na Suíça, Bélgica ou Alemanha de salários superiores a 2500 euros. Nunca voltarão ao mercado português com os “salários de miséria” que a indústria pratica.

Com uma vencimento base de 850 euros, “o efeito de horas extraordinárias e o fator sentimental de proximidade à família talvez permitisse atrair uma parte d a comunidade que emigrou”, diz o sindicalista.

A alternativa “é importar pessoal asiático, de caráter precário e baixa qualidade”, adotando o sistema rotativo de “cama quente” aplicada na China - os operários revezam-se por turnos e dormem na mesma cama.

REPOSIÇÃO GERACIONAL

Ricardo Pedrosa Gomes reconhece que o fator salarial é “uma variável preponderante na resolução desta equação”.

Mas, a realidade diz “que em Lisboa quem quiser contratar um servente já tem de pagar pagar 750 euros de vencimento base”. Caso contrário, “o trabalhador indiferenciado prefere tirar imperais num bar e empregar-se o setor do turismo”.

O salário conta, mas o presidente da AECOPS aponta como nuclear, “o drama da reposição geracional”. A indústria “é fisicamente exigente” e não consegue atrair os jovens”. As crianças já não brincam com camiões nem a construir casinhas. O setor lida com uma comunidade laboral envelhecida, “uma ameaça que se agravou com o movimento migratório para os países ricos da Europa”.

MARGEM FICA NOS PROMOTORES IMOBILIÁRIOS

A indústria portuguesas “nunca terá margem competir com os salários e condições desses países”, adverte Ricardo Pedrosa Gomes. A solução está em adotar métodos construtivos “mais eficientes e limpos, que reduza a incorporação de mão de obra e torne o segmento residencial mais apelativo”.

E, sob capacidade das empresas pagarem melhores salários, deixa uma informação. O preço médio no imobiliário por metro quadrado subiu 20%, mas o custo da construção subiu apenas 1%. Ou seja, a riqueza criada no segmento residencial não chega à indústria. Fica nos promotores e nos agentes que intermedeiam os negócios.

Na última síntese de conjuntura, a Federação Portuguesa da Indústria de Construção e Obras Públicas (FEPICOP) verificava que a escassez de mão de obra qualificada surge como um dos fatores que limitam a expansão do setor. Na lista de preocupações e entraves à atividade, a dificuldade de recrutar surge a par da dificuldade de obtenção de licenças de construção.

A falta de pessoal, adverte o vice-presidente da federação, Reis Campos, “pode comprometer a recuperação do setor por dois motivos: Dificulta a execução das obras nos prazos adequados e pressiona os custos salariais, impulsionando o preço final da empreitada”.

Esta segunda-feira, o Instituto Nacional de Estatística anunciou que a variação homóloga em abril da produção na indústria da construção acelerou para 2,7% em abril, com o emprego a crescer 2,3% e as remunerações a progredirem 4,8%.

INDÚSTRIA CRESCE 4,5%

Segundo o INE, em abril os dois segmentos ( construção de edifícios e engenharia civil) que integram o índice de produção tiveram “comportamentos distintos, embora ambos positivos”.

As previsões da FEPICOP para 2018 apontam para uma crescimento global de 4,5% ( 12 mil milhões de euros), com o negócio residencial a bater por larga margem (8%) os restantes segmentos.

No caso do emprego, a indústria que há 10 anos empregava 450 mil, voltou em 2017 a superar a cifra dos 300 mil. No fim de março estava nos 315 mil e mantém uma trajetória ascendente.

No entanto, a taxa de desemprego (10%) permanece a cima da média nacional (7,9%). O desemprego registou uma trajetória descendente, com uma redução de 49.100 para 35 mil desempregados.

Albano Ribeiro explica a elevada taxa de desemprego pelo salários baixos. É preferível “ficar em casa e receber um subsídio que quase iguala o salário que se recebe do que a trabalhar à chuva e ao sol, durante oito horas”. Os industriais notam um desfasamento entre a oferta e a procura. Quem está no desemprego “não está interessado nem tem aptidões para regressar ao mercado de trabalho”.
 
Fonte: Expresso

quarta-feira, 13 de junho de 2018

Crédito à habitação. Taxa de juro média dos novos contratos recua para 1,46%

imoveis 
A taxa de juro média dos novos créditos a particulares para habitação diminuiu três pontos base, para 1,46%, em abril face a março, tendo estas novas operações somado 783 milhões de euros. Os dados foram revelados pelo Banco de Portugal (BdP) e indicam que, em março, o volume de novas operações para compra de casa tinha sido de 876 milhões de euros, o máximo desde julho de 2010, e a taxa de juro média tinha-se fixado nos 1,49%.

Segundo a nota de informação estatística do banco central, no crédito ao consumo e para outros fins as taxas de juro médias foram, respetivamente, de 7,13% (7,27% em março) e 3,71% (3,57% em março), tendo os volumes de novas operações totalizado, respetivamente, 370 e 142 milhões de euros.

Em abril, a taxa de juro média dos novos empréstimos concedidos a sociedades não financeiras aumentou 14 pontos base face a março, para 2,55%.

De acordo com o BdP, esta subida “refletiu o aumento das taxas de juro, tanto no segmento das operações abaixo de um milhão de euros (oito pontos base para 2,88%), como no das operações acima de um milhão de euros (23 pontos base para 2,09%)”.

Em abril, a taxa de juro média dos novos depósitos até um ano de sociedades não financeiras fixou-se em 0,12%, subindo dois pontos base face ao mês anterior.

No caso dos particulares, o valor médio da taxa de juro dos novos depósitos até um ano desceu um ponto base, fixando-se em 0,16%.
Fonte: Jornal I

Crédito para a compra de casa vive melhor mês de abril desde 2010, com taxas mais baixas

Em linha com a forte dinâmica que vive o setor imobiliário em Portugal, o negócio do crédito à habitação está em alta. No passado mês de abril, os bancos emprestaram 783 milhões de euros para a compra de casa, segundo os dados mais recentes do Banco de Portugal, publicados esta terça-feira, 12 de junho de 2018. Este valor está abaixo do montante concedido no mês anterior, mas é muito superior ao período homólogo. Este foi, aliás, o melhor mês de abril dos últimos oito anos.
No acumulado dos primeiros quatro meses do ano, foram concedidos 2.969 milhões de euros, o que representa o valor mais elevado também desde 2010. No mesmo período de 2017, tinham sido emprestados 2.339 milhões de euros. Ou seja, as novas operações aumentaram 26,9%.
Os números do regulador mostram que em abril passado foram emprestados 783 milhões de euros de crédito à habitação, menos 10% que os 876 milhões de euros concedidos em março deste ano. 
Mas ficou 46% acima do montante emprestado no mesmo mês do ano passado, sendo a quantia mais elevada num mês de abril desde 2010, quando foram emprestados 807 milhões de euros.

Taxa de juro dos novos empréstimos à habitação voltou a descer

Já a taxa de juro média dos novos contratos desceu três pontos base em abril, fixando-se em 1,46%, por comparação com março, também segundo dados do BdP, divulgados esta terça-feira.
A descida da taxa de juro, que igualou o valor a fevereiro, reflecte a diminuição dos spreads, margem comercial que os bancos aplicam à taxa de juro de base.
O supervisor do sistema financeiro nacional tem demonstrado preocupação com a descida dos spreads, que permitem conceder crédito a clientes que, num cenário de subida de taxas de juro, podem ter dificuldade em pagar os empréstimos. Essa preocupação levou a entidade liderada por Carlos Costa a fazer recomendações aos bancos, que entram em vigor a partir do próximo mês de julho.

segunda-feira, 11 de junho de 2018

Investimento em imobiliário perto de ser o mais elevado de sempre

construção
O arranque de 2018 foi forte para o investimento imobiliário em Portugal e o resto do ano deve seguir a mesma toada. Só nos três primeiros meses foram concluídos negócios na área comercial a rondar 850 milhões de euros, à boleia da venda de vários centros comerciais, o que abre a porta a que o investimento em imobiliário ascenda a valores nunca alcançados, depois de no ano passado ter rondado dois mil milhões de euros em termos comerciais. 

“O investimento em imobiliário será em 2018 o mais elevado de sempre em Portugal. Não só em imobiliário comercial (de rendimento), que se prevê que ultrapasse os 3,5 mil milhões de euros”, dizem ao DN/Dinheiro Vivo Cristina Arouca e Nuno Nunes da consultora CBRE, que opera na área do imobiliário comercial, por escrito.

Fernando Ferreira, da JLL, traça um cenário mais cauteloso. “Contamos que o volume investido deva atingir, no mínimo, um volume perto de dois mil milhões de euros e eu diria que, não sendo demasiado otimista, devemos atingir 2500 milhões de euros”. “No primeiro semestre devemos atingir 1500 milhões de euros e, com o número e volume de transações que temos em mãos, não seria demasiado descabido ambicionar chegar a uma bonita marca de três mil milhões de euros investidos, um valor absolutamente incrível para a dimensão do nosso mercado e da nossa economia”, diz também por escrito.

Os investimentos em Portugal têm sido feitos sobretudo pela mão de estrangeiros que, segundo contas da JLL, “representam hoje cerca de 85%”. Lisboa e Porto são as zonas prediletas. “O Porto tem ganho importância crescente no radar dos investidores, por ter menor concorrência e preços significativamente mais reduzidos”, sustenta a CBRE. Ao longo deste ano, o retalho vai ser o segmento que apresentará mais dinamismo, acredita a JLL. A área dos escritórios e industrial e logística “têm tido uma procura crescente, e ainda o segmento alternativo do student housing” deverão dar igualmente sinais de dinamismo. Já a CBRE não esconde que o mercado residencial tem sido alvo de um forte interesse. “As vendas do mercado residencial estão condicionadas por uma escassez de oferta.

Mais produto houvesse mais se vendia”. Por outro lado, “no imobiliário comercial vai ser um ano excecional em termos de vendas de centros comerciais, como já se verificou no primeiro trimestre”. Apesar deste retrato, há desafios que podem surgir e condicionar este mercado. “Um deles é de cariz político e macroeconómico e tem que ver com a estabilidade do país. É fundamental que a política fiscal se mantenha estável e que Portugal continue o seu percurso de credibilização nos mercados internacionais”, refere Fernando Ferreira. O gestor sinaliza que propostas de alteração à lei do arrendamento “podem criar um efeito negativo na perceção do país”, devendo estas ser “bem ponderadas e explicadas” para evitar tal cenário. “A falta de escritórios novos e de qualidade” é outro desafio.

Aposta para continuar? 

Ainda com o primeiro semestre por fechar, Fernando Ferreira admite que “não é fácil projetar a longo prazo”. Contudo, “o forte interesse dos investidores internacionais no imobiliário português está instalado e os setores ocupacionais, que sustentam a boa dinâmica do investimento, também devem continuar a viver momentos positivos para além de 2018”. “Num contexto económico favorável (…) e em que Portugal consolida a sua credibilidade nos mercados internacionais, tudo leva a crer que teremos níveis de investimento em linha com a média dos últimos três anos.” 01Visão um pouco diferente tem a CBRE. Cristina Arouca e Nuno Nunes notam que “a elevada liquidez que tem sido canalizada para o mercado imobiliário resulta, em grande parte, da reduzida taxa de juro que tem vindo a ser praticada pelo BCE” e, dado que o banco estará a preparar-se para alterar a sua política, isso pode ter efeitos sobre este mercado. “Contudo, acreditamos que essas alterações serão muito graduais e, se assim for, o mercado vai continuar muito ativo em 2019, ainda que com algum abrandamento face ao que se espera ser um excecional 2018.”

Fonte: Dinheiro Vivo

terça-feira, 29 de maio de 2018

Ainda não entregaste o IRS? Prazo foi alargado

JESHOOTS.COM/Unsplash
Aproxima-se a reta final da entrega do IRS. Se ainda não o fizeste, sabe que ainda vais a tempo. O prazo para a entrega da declaração termina, afinal, a 1 de junho de 2018 (sexta-feira), por 31 de maio ser feriado. Até agora quase cinco milhões de contribuintes já fizeram chegar a sua declaração de rendimentos ao Fisco.
“O prazo acaba no dia 31 de maio, que é um dia feriado, e nos termos da lei os prazos que terminam em dia feriado passam para o primeiro dia útil seguinte. Por isso, de acordo com lei, o prazo acabará no dia 1 de junho”, anunciou o secretário de Estado dos Assuntos Fiscais, António Mendonça Mendes.
O governante acrescentou, em declarações à Lusa, que “quase cinco milhões de portugueses já cumpriram a sua obrigação” de entrega da declaração do IRS, enquanto já foi feita “a liquidação de mais de 90% dessas mesmas declarações”.
Fonte: Idealista News

Avaliação que os bancos fazem das casas sobe há um ano sem parar

avaliação bancária

O preço a que os bancos avaliam as casas para efeito de concessão de crédito voltou a aumentar. O valor da avaliação bancária está a subir há um ano consecutivo e, em abril deste ano, fixou-se numa média de 1.171 euros por metro quadrado, o valor mais elevado desde junho de 2010.

Os dados são do Instituto Nacional de Estatística (INE), que revela que o valor médio de avaliação bancária, de 1.171 euros em abril, representa um aumento de 0,3% relativamente a março e de 5,5% face ao mesmo mês do ano passado.

Fonte: Eco.pt

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Bancos aceleram concessão de crédito antes da chegada do travão do BdP

credito habitacao
Desde o início do ano, a Caixa Geral de Depósitos já reduziu duas vezes a margem que cobra aos clientes para emprestar dinheiro, o chamado spread, e acelerou os prazos de resposta. O Novo Banco também reduziu o spread, igualando os valores mais baixos do mercado, e lançou uma campanha de taxa fixa, que é pouco clara e pode levar os clientes ao engano. Estes são apenas alguns exemplos do verdadeiro contra-relógio que os bancos estão a fazer para acelerar a concessão de crédito às famílias antes da chegada dos novos limites recomendados pelo Banco de Portugal (BdP).

As primeiras preocupações com a aceleração do crédito às famílias, já com a ameaça de tomada de medidas se viessem a verificar-se necessárias, foram tornadas públicas pelo BdP no início de Dezembro de 2017. No Relatório de Estabilidade Financeira, o BdP assumia que “o actual contexto de baixas taxas de juro concorre com outros factores para uma menor restritividade nos critérios de concessão de crédito, aumentando a probabilidade de financiamento de mutuários com menor capacidade de pagamento, em particular projectos cuja viabilidade poderá ser posta em causa num cenário de normalização das taxas de juro”.
Em Fevereiro deste ano, o supervisor entendeu que havia razões para colocar um “travão” e avançou com um conjunto de recomendações, mas com entrada em vigor apenas a partir de Julho.

Neste compasso de espera, os bancos, em vez de anteciparem algumas das recomendações, têm vindo a acentuar a redução dos spreads, o que a par de outras medidas permite que um maior número de clientes tenha acesso ao crédito, assumindo uma taxa de esforço (encargo para pagar o empréstimo versus rendimentos) mais elevada. Este comportamento, face à previsível subida das taxas de juro, pode levar, como aconteceu depois da crise de 2008, a que as famílias não tenham capacidade de suportar os empréstimos.

Ainda há poucos dias, o governador do BdP, Carlos Costa, reconhecia implicitamente a preocupação com a situação actual, ao admitir que, se os bancos não cumprirem as várias recomendações feitas, o passo seguinte “é uma injunção”, ou seja, passam a ter carácter obrigatório.

Tendo em conta a preocupação com a forma como está a ser concedido crédito às famílias (habitação e consumo), o PÚBLICO perguntou ao BdP se as medidas que anunciou em Fevereiro não deveriam ter um prazo de aplicação mais curto do que os cinco meses estabelecidos. Face às preocupações de Dezembro o prazo é até de sete meses. E ainda se, dado o prazo alargado, não era de antever um efeito contr��rio no mercado. Em resposta, o supervisor limitou-se a dizer que “ a medida macroprudencial para o crédito à habitação e para o crédito ao consumo adoptada pelo Banco de Portugal pretende promover a adopção de critérios prudentes de concessão de crédito por parte das instituições de crédito e sociedades financeiras, contribuindo para reforçar a resiliência do sistema financeiro e para salvaguardar a solvabilidade dos mutuários”. E ainda que “o objectivo é actuar de forma preventiva, com o objectivo de evitar a acumulação de risco excessivo no balanço dos bancos e garantir que as famílias obtêm financiamento sustentável, minimizando o risco de incumprimento”.

Os remédios do BdP
Em pouco tempo, os bancos já reduziram os spreads mínimos para cerca de metade. O valor mais baixo de 1,15% é praticado no Bankinter, seguindo-se os 1,25% no  Santander, BCP e Novo Banco. As taxas do CGD e o BPI estão em 1,5%. “Voltou a conseguir-se verdadeiros milagres na aprovação de empréstimos”, desabafava ao PÚBLICO, em finais de Fevereiro, a directora comercial de uma das maiores mediadoras imobiliárias a operar no país.

Os números do primeiro trimestre mostram o ritmo acelerado de crédito à habitação e, ainda mais relevante, a prática de taxas reduzidas. O crédito à habitação ascendeu a 2186 milhões de euros, um crescimento de 21% face ao último trimestre do ano passado e é preciso recuar a 2010 para encontrar um trimestre com números tão altos. Ainda nos empréstimos para a compra de casa, as taxas de juros mostram a redução dos spreads.

Como noticiou recentemente o Jornal de Negócios, a taxa média dos primeiros três meses ficou em 1,47%, contra 1,57% em Dezembro (conjunto de taxas, incluindo fixa). A maioria dos empréstimos está associada à Euribor, que se encontra em valores negativos, sendo de esperar uma inversão de ciclo, que embora gradual, se traduzirá em mais encargos com juros.

O BdP tem mostrado especial preocupação com o volume do novo crédito à habitação, feito por prazos muito alargados, muito acima da idade normal de reforma (onde é habitual acontecer uma redução de rendimentos), mas também com o crédito ao consumo, que está em grande aceleração, até porque, em muitas famílias, coexistem os dois tipos de crédito. No primeiro trimestre, o crédito ao consumo, com prazos mais curtos mas taxas de juro bem mais elevadas, atingiu 1800 milhões de euros.

A receita do supervisor para prevenir o aumento do crédito malparado consiste no “aperto” de vários critérios de concessão de empréstimos, como o da taxa de esforço (relação de encargos financeiros assumidos face aos rendimentos), que não deve ultrapassar os 50%. Para este cálculo será considerada a totalidade dos empréstimos de cada particular.

Outro critério mais conservador é relativo ao rácio entre o montante do empréstimo e o valor do imóvel dado em garantia (LTV – loan-to-value), que deve ser de 90% para créditos para habitação própria e permanente, de 80% para créditos com outras finalidades que não habitação própria, embora admita 100% para créditos para aquisição de imóveis detidos pelas instituições.

Pretende-se ainda que a maturidade global dos empréstimos seja de 40 anos, devendo descer progressivamente para 30 anos nos novos empréstimos e de 10 anos para os novos contratos de crédito ao consumo. E, finalmente, os contratos de crédito devem ter pagamentos regulares de juros e capital, de forma a contrariar a aposta em períodos de carência de capital e juros, ou o seu deferimento para o final do empréstimo, práticas que distorcem a real capacidade das famílias para os suportar.
 
Fonte: PUBLICO.PT