sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Crédito à habitação: famílias portuguesas voltam a ser mais cumpridoras ajudadas por Euribor mais baixas que nunca

Depois do máximo de seis anos atingido em março passado, as famílias portuguesas estão nos últimos meses a conseguir cumprir mais as suas obrigações junto da banca, no momento de pagar a prestação mensal do crédito à habitação. Ajudadas pelas baixas da euribor (que acabam por reduzir o valor do encargo), no final do terceiro trimestre em setembro havia 149 mil famílias em incumprimento, menos 2674 casos do que no final do trimestre anterior - e também aí já tinha baixado.
Das 2.292.924 famílias com empréstimos à habitação concedidos pela banca, 6,5% estão com o crédito vencido, mostram os dados atualizados nesta terça-feira pelo Banco de Portugal (BdP). Tal como o número absoluto de famílias em incumprimento, escreve a este respeito o Público, este rácio desceu pelo segundo trimestre consecutivo (no final de junho estava nos 6,6%), mas continua no mesmo nível de há um ano atrás.
O número de famílias que deixaram de pagar a casa ao banco atingiu no final de março os 154 mil, o valor mais alto desde o terceiro trimestre de 2009. 

Mas para a banca o cenário não foi tão positivo. Dos 104.388 milhões de euros registados no balanço dos bancos como empréstimos à habitação, 2,9% dizem respeito a situações em que os clientes não cumpriram ou não conseguiram cumprir os prazos de pagamento. Esta percentagem é igual ao valor registado no final do segundo trimestre, altura em que o rácio de crédito vencido tinha aumentado depois de um período em que se manteve nos 2,8% durante três trimestres.
Euribor baixas ajuda famílias a evitar incumprimento
Uma análise recente do gabinete de planeamento do Ministério das Finanças, assinada por Clara Synek e citada pelo Público, referia o aumento do peso dos empréstimos de cobrança duvidosa no segmento dos créditos à habitação, mas sublinhava os “níveis de incumprimento contidos”.
Para isso, explica a economista, “tem contribuído o nível relativamente baixo das taxas de juro, que por sua vez tem permitido a redução da prestação mensal média nos contratos deste segmento”.
No conjunto dos contratos, tal como escreve o jornla, o valor médio da prestação vencida “fixou-se em 241 euros no conjunto dos nove primeiros meses de 2015, menos 52 euros face ao valor médio de 2009 (293 euros)”.

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