terça-feira, 22 de setembro de 2015

Confiança ‘de vento em popa’ no imobiliário

Segundo o Market Outlook de agosto de 2015, do Gabinete de Estudos da APEMIP - Associação dos Profissionais de Mediação de Imobiliária de Portugal, o Indicador de Clima Económico demonstra que existe fundamento para este ligeiro otimismo já que desde janeiro deste ano até junho ele tem vindo a aumentar. Em janeiro era de 0,3 pontos; em abril já se encontrava nos 0,8 e em junho tocava os 1,3. Números que ajudam a compreender os níveis de confiança no imobiliário.

Na construção, o pior cenário aconteceu em 2012, quando em dezembro desse ano tocou o nível mais baixo de sempre, ao atingir os -75 pontos.

O ano de 2013 foi de recuperação e o indicador subiu ligeiramente todos os meses até atingir os -50 pontos no final desse ano. Também 2014 foi de crescimento gradual, até atingir os -40 pontos, e 2015 é o ano em que a contagem já entrou na casa dos -30 pontos. Em janeiro deste ano estava nos -39,3 pontos e em junho atingiu os -37,6.

Uma ligeira subida da confiança que também é acompanhada pela mediação imobiliária. A confiança neste segmento de mercado só começou a crescer durante o ano de 2013 e na entrada do ano de 2014 ultrapassou os -0,3 pontos. Desde essa altura a linha de confiança tem aumentado gradualmente ao longo dos meses deste ano que já caminha para o último trimestre.

Investimento estrangeiro aumenta confiança

Este otimismo do setor tem sido bastante impulsionado pela entrada de investimento estrangeiro em Portugal, apesar do congelamento temporário na atribuição de vistos de residência a estrangeiros ao abrigo dos vistos gold, que entretanto já foram desbloqueados.

Contudo, o investimento direto estrangeiro no imobiliário nacional - de acordo com os dados do Market Outlook -, teve sempre subidas mensais consideráveis em 2014. Por exemplo, em fevereiro do ano passado entraram 83,5 milhões de euros e em julho já estavam a ser atingidos os 136,6 milhões de euros.

Efetivamente, a entrada de investimento estrangeiro no imobiliário animou o mercado e o peso deste capital foi muito importante, correspondendo em julho de 2014 a 7,15% do total de investimento direto estrangeiro em Portugal.

Fonte: Gabinete de Estudos da APEMIP

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