segunda-feira, 10 de setembro de 2018

Guerra de spreads volta a aquecer com banca a dar crédito à habitação mais barato

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À procura de angariar cada vez mais clientes, a banca portuguesa continua a reduzir os juros no crédito à habitação. No total, foram seis os bancos que baixaram os spreads, entre maio e agosto deste ano: Novo Banco, Montepio, Deutsche Bank, Caixa Geral de Depósitos, Banco CTT e Banco Best cortaram nas margens mínimas cobradas aos clientes. Mas são o Santander e o Bankinter os que têm agora o valor mais baixo: 1,15% - longe dos 0,3% de antes da crise. 
Segundo um estudo da plataforma ComparaJá citado pelo Correio da Manhã, em média, as instituições a operar no mercado nacional cobram atualmente 1,32% de spread nos empréstimos para a compra de casa. Em maio, o valor fixava-se perto de 1,39%. 
A evolução deve-se a seis instituições. Desde maio, foram o Novo Banco e o Banco Best os que mais cortaram nos juros, passando de 1,50% para 1,25%.  Seguem-se o Deutsche Bank e a CGD, cujo spread desceu 0,20 pontos percentuais para 1,30%. 
Já a margem mínima do Banco CTT caiu de 1,30% para 1,20%, enquanto no Montepio passou de1,55% para1,50%. Ainda assim, são o Santander e o Bankinter as instituições que cobram menos spread: 1,15%. 
A entrada de novos bancos neste negócio, o Bankinter e o Banco CTT, estão a ajudar à baixa das margens.

Empréstimos a 90% e a 40 anos

José Figueiredo, do portal ComparaJá, citado pelo diário, diz que os bancos seguiram as orientações do Banco de Portugal emprestando até 90% do valor da avaliação do imóvel. É o caso do UCI, Santander, Millennium BCP, EuroBic, Crédito Agrícola, CGD e ActivoBank. Bancos como o Regulador limitou empréstimos Novo Banco ou o Montepio emprestam até 80%. Já a duração dos empréstimos baixou para 40 anos: só um, o Abanca, mantém os 45. 
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) é, acrescenta o jornal, o único banco que concede crédito à habitação aos clientes que tenham, no termo do contrato de crédito, até 80 anos. Em maio, a maioria dos bancos já limitava a duração do crédito até os clientes completarem os 75 anos de idade no final do contrato. Além da, CGD, o Crédito Agrícola é outra exceção: recentemente reduziu para 70 anos o limite de idade, sendo atualmente o banco mais restritivo nesta matéria. 
Fonte: Idealista News

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