quinta-feira, 26 de abril de 2018

Banca antecipa aceleração da procura de crédito sobretudo para habitação

credito habitacao 
A procura de crédito tem acelerado e tudo aponta para que tal continue a acontecer, sobretudo no que respeita ao segmento dos particulares. A maioria dos bancos antecipa que neste segundo trimestre do ano, a procura de crédito para a compra de casa e consumo continue a aumentar, indicam os resultados do último inquérito aos bancos sobre o mercado de crédito realizado pelo Banco de Portugal. A confiança ainda é maior no que respeita à procura de crédito para a compra de casa.

No universo de cinco bancos sondados, três preveem que a procura de crédito pelas famílias — para a compra de casa e para consumo e outros fins — cresça neste trimestre, sendo que um quarto banco sinaliza essa perspetiva, mas apenas relativamente ao crédito à habitação. Ou seja, a quase totalidade das instituições financeiras mostram-se confiantes em relação ao aumento da procura de empréstimos para a compra de casa.
“No segmento dos particulares, três bancos antecipam um ligeiro aumento da procura de empréstimos para aquisição de habitação e para consumo e outros fins, enquanto outro banco prevê uma evolução idêntica apenas no segmento do crédito à habitação”, diz o Banco de Portugal.

O resultado deste inquérito vai ao encontro das conclusões das últimas sondagens realizadas pela entidade liderada por Carlos Costa, no que respeita à procura de crédito pelas famílias. Mas mostram ainda uma maior expectativa no que respeita à procura de crédito por parte das empresas.

No último relatório, relativo ao primeiro trimestre deste ano, apenas um banco antevia que pudesse ocorrer um ligeiro aumento da procura de crédito neste segmento, sendo que outro previa que tal pudesse acontecer, mas apenas no crédito a PME.

Já no inquérito divulgado nesta terça-feira, surgem três instituições financeiras a antecipar um “ligeiro aumento da procura de empréstimos ou linhas de crédito por parte das empresas, sobretudo no segmento das PME e em empréstimos de longo prazo”.

Se do ponto de vista da procura tudo aponta para uma aceleração nos dois segmentos de crédito — particulares e empresas –, no que respeita às condições em termos de oferta não são antecipadas alterações. “Para o segundo trimestre de 2018, a generalidade das instituições participantes não antecipa alterações nos critérios de concessão de crédito a empresas e a particulares. Apenas um banco prevê critérios ligeiramente menos restritivos no segmento das PME” especifica o inquérito.


Critérios sem alterações, tanto nas empresas como nas famílias

No balanço do primeiro trimestre de 2018, os bancos sinalizam uma tendência geral de estabilização dos critérios de concessão de crédito, tanto às empresas como às famílias. Mas houve exceções. Um banco assinalou a adoção de “critérios ligeiramente menos restritivos” na concessão de crédito a Pequenas e Médias Empresas (PME) e em empréstimos de longo prazo. Adicionalmente, houve duas instituições que reportaram termos e condições ligeiramente menos restritivos no crédito às empresas “sobretudo justificadas por pressões da concorrência e melhoria na perceção de riscos”.

Já no que diz respeito aos particulares, os cinco bancos participantes assinalaram critérios de concessão de crédito praticamente inalterados, face aos aplicados no último trimestre de 2017. Apenas uma instituição indicou que “as pressões exercidas pela concorrência” e “as perspetivas mais favoráveis do mercado da habitação, incluindo a evolução esperada dos preços da habitação”, contribuíram ligeiramente para tornar os critérios de concessão de crédito à habitação menos restritivos.

No segmento do crédito ao consumo e outros fins, uma instituição também assinalou que as pressões exercidas pela concorrência, bem como a situação e as “perspetivas económicas gerais mais favoráveis”, contribuíram ligeiramente para uma menor restritividade dos critérios.
 
Fonte: Eco.pt

Sem comentários:

Enviar um comentário