terça-feira, 3 de outubro de 2017

Portugal: Não há casas para tanta procura – diz o El País

imoveis
Ricardo Guimarães, director do Confidencial Imobiliário, foi um dos seus interlocutores do reputado matutino espanhol. E a falta de residências para os estudantes que chegam a Lisboa ou ao Porto para tirar o seu Erasmus, foi o ponto de partida da reportagem. 

Os estudantes estrangeiros que vêm residir por um período de tempo no nosso país são algumas das principais vítimas do mercado – sublinha o matutino. É que “se na Europa a subida média dos preços no sector é de 4,5%, em Portugal atingiu os 8% no último trimestre” – refere o jornal do grupo Prisa.

 

Os organismos internacionais começam a ‘levantar o sobreolho’ esta situação – alerta o jornal, mas o sector imobiliário (nacional) refere que, à excepção de Lisboa e do Porto, a revalorização residencial está ainda abaixo dos tempos da tempos pré-crise”.

“O olho do furação está em Lisboa”, explica Ricardo Guimarães, director de Confidencial Imobiliário (CI); “mas os seus efeitos começam a sentir-se no resto do país”.

“À excepção de 15, os preços subiram nos restantes 278 municípios de Portugal continental” – refere aquele especialista.

“A revalorização dos imóveis em Lisboa foi de 24,3% este ano, no vizinho município de Oeiras foi de 13,6%; em Cascais atingiu 18,3%, enquanto na capital do Algarve, Faro, esse crescimento foi de 26,7%”, esclarece o director da publicação especializada CI.

Luís Lima, presidente da APEMIP, a associação nacional de mediadores imobiliários, também ouvido pelo jornal refere que ao contrário de outros países, o crescimento que vive o sector em Portugal não resulta da construção mas sim da reabilitação. Em 2017, apenas 14% das casas vendidas este ano são novas. Lima acrescenta que em 2017 serão vendidas cerca de 280.000 casas, face às 178.850 transacionadas em 2013. Mas o presidente da APEMIP não tem ilusões: “o mercado não vai voltar a registar o número de transacções da década anterior porque o stock imobiliário é inferior ao passado e porque o sector financeiro é hoje muito mais conservador na concessão de créditos”.

A consultora PHMS, também ouvido pelo El País, prevê que até 2022, os preços subam anualmente cerca de 5% em média a nível nacional. “A escassez da oferta para compra e para arrendamento é um dos principais factores para el aumento dos preços”, sublinha a Portuguese Housing Market Survey.
 
Fonte: Diário Imobiliário

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