quarta-feira, 14 de setembro de 2016

Licenciamento de construções novas para habitação está a aumentar em todo o país

Os edifícios licenciados para construções novas aumentaram 12% no segundo trimestre do ano, face ao mesmo período de 2015, num total de 4,2 mil. Todas as regiões do país apresentaram crescimentos homólogos positivos nestes licenciamentos, mas o destaque vai para a Área Metropolitana de Lisboa e para o Algarve, segundo os dados divulgados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Face ao segundo trimestre de 2015, os fogos licenciados em construções novas para habitação familiar aumentaram quase 60% tendo todas as regiões apresentado variações homólogas positivas, com destaque para as regiões do Algarve (mais 245,2%), a Região Autónoma da Madeira (mais 195,5%) e a Área Metropolitana de Lisboa (mais 182,6%). Na Área Metropolitana de Lisboa e no Algarve essa variação resultou sobretudo do licenciamento de novos edifícios de apartamentos, “com um número elevado de pisos e de fogos”, segundo o INE.

Apesar do aumento das licenças para construção nova, o número de obras concluídas tem vindo a diminuir. Entre Abril e Junho foram concluídos 2,5 mil edifícios em Portugal, continuando este indicador a desenhar uma trajectória de queda homóloga (menos 10,7% face ao mesmo trimestre de 2015), embora de forma menos acentuada do que no trimestre anterior (em que as quedas atingiram os 13,8%).

Já na componente de reabilitação de edifícios, é a Região Autónoma da Madeira quem apresenta um crescimento mais acentuado (138,5%), sendo a Região Autónoma dos Açores quem está no extremo oposto e regista uma maior redução (menos 22,6%).

Na análise que fez ao desempenho do sector da construção no segundo trimestre de 2016, tendo como base as Contas Nacionais Trimestrais do INE, a Federação Portuguesa da Indústria da Construção e Obras Públicas (FEPICOP) realça o facto de este continuar a revelar-se negativo, acentuando as quebras homólogas já verificadas no primeiro trimestre. Tal acontece tanto “no que diz respeito à Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) em construção (-4,9%, após uma redução de 3,9% até Março), quer no Valor Acrescentado Bruto (VAB) do sector (-3,7%, após uma quebra de 2,8% ao longo dos três primeiros meses do ano)", refere a FEPICOP.

Já o emprego começa a evoluir positivamente dado o "comportamento mais favorável" do segmento residencial. Com mais 17 mil novos trabalhadores no primeiro trimestre e oito mil novos trabalhadores no segundo, o sector da construção criou 25 mil novos postos de trabalho . “Esta evolução diferenciada da produção e do emprego no primeiro semestre do ano reflecte o comportamento mais favorável no segmento residencial, mais intensivo em mão de obra, e o fraco desempenho na engenharia civil e nas obras públicas”, nota a FEPICOP.

A estrutura federativa do sector aponta a evolução favorável do montante de crédito concedido para aquisição de habitação (“mais 62% em termos homólogos, correspondente a uma média mensal de 450 milhões de euros concedidos) e um "crescimento expressivo" no número de fogos novos licenciados (mais 38% até Junho, ultrapassando já os 5300 fogos).

A FEPICOP nota ainda que, "nos meses mais recentes, também o mercado das obras públicas tem vindo a revelar sinais de uma futura recuperação", invertendo o ciclo de quebras que vinha registando quer nos montantes dos concursos promovidos, quer nos contratos celebrados.

Segundo a federação, estes indicadores apontam para "perspectivas favoráveis quanto ao crescimento da produção do sector a curto médio prazo".
 
Fonte: PUBLICO.PT

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