quarta-feira, 23 de março de 2016

Há cinco anos que não se vendiam tantas casas em Portugal

A recuperação do sector imobiliário assume passos cada vez mais firmes. Dados divulgados hoje pelo Instituto Nacional de Estatística mostram que no ano passado foram vendidos um total de 107.302 imóveis em Portugal. Este número representa um crescimento de 27% face ao total de 84.215 alojamentos vendidos no ano anterior e é também o mais elevado desde o ano de 2010.
O aumento das vendas de casas registado no ano passado segue aquela que tem sido a recuperação do sector imobiliário em Portugal. Para além da maior confiança dos consumidores num contexto de alguma recuperação económica do País, este incremento do número de operações de vendas resultam também de melhores perspectivas no mercado de crédito à habitação. Para além dos indexantes associados aos empréstimos para a compra de casa se encontrarem em mínimos históricos e em valores negativos, a própria banca dá maiores sinais de abertura para conceder crédito. Esta tendência é visível sobretudo no alívio dos ‘spreads’ aplicados pelos bancos na concessão de crédito. Actualmente nove dos maiores bancos a operar em Portugal já disponibilizam crédito à habitação com ‘spreads’ a partir de valores inferiores a 2%.
Os dados do INE mostram ainda uma recuperação em termos dos preços de venda das casas. O Índice de preços da habitação mostra que, no acumulado do ano, os preços das casas cresceram cerca de 3,1%. Este valor dá seguimento ao crescimento de 4,3% que se tinha verificado em 2014, período em que se inverteu a redução dos preços das casas que se tinha verificado nos três anos anteriores.
Em termos do número de casas vendidas no ano passado, a Região Autónoma da Madeira, o Algarve e a região Norte apresentaram as taxas de crescimento mais elevadas, na ordem dos 36%, 33% e 32%, respectivamente. Do total de casas vendidas em 2015, um terço situavam-se na área metropolitana de Lisboa. Nessa região foram vendidas em 2015 um total de 35.317 imóveis: mais 31% do que no ano anterior.
fonte: Económico

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