sexta-feira, 18 de dezembro de 2015

Crédito de Habitação ao rubro: Mas é boa altura para comprar casa?

Para saber se é justificada esta euforia ao Crédito à Habitação, o Diário Imobiliário apresenta-lhe uma análise realizada pelo ComparaJá.pt, a Plataforma de Comparação Financeira líder em Portugal. 

Apesar de a Euribor e os spreads estarem em baixa, um casal que queira comprar casa deve comparar os custos entre todas as opções de credito habitação. Neste momento, o spread varia entre 1,5% e os 5,85%, uma diferença de quase 300% entre o spread mais barato e o mais caro. “O aumento da procura de crédito habitação por parte de consumidores, e a recuperação generalizada da economia, tem impulsionado os bancos a baixarem os spreads do crédito habitação”, revela Sérgio Pereira Director Geral do ComparaJá.pt.

Os spreads variam entre os 1,5% e os 5,85% dependendo da modalidade de crédito habitação

O spread mais baixo do mercado de 1,5% do banco Santander Totta, é exclusivo a clientes Select, tendo de ter uma conta com entradas mensais iguais ou superiores a 2.500 euros -  a domiciliação de ordenado não é obrigatória -, ou ter um património superior a 75 mil euros, ou manter recursos financeiros de pelo menos 50 mil euros. No entanto, este produto está indexado à Euribor a 12 meses.

Segundo o estudo, existem vários bancos e uma instituição de crédito a oferecer spreads de 1,7% e 1,75%, todos indexados ao Euribor a 6 meses (que desceu para terreno negativo pela primeira vez a 06 de Novembro). “As famílias portuguesas não se podem esquecer de verificar e comparar sempre qual a melhor opção para elas. Um spread um pouco mais alto, pode ser mais atractivo se o indexante for de um prazo inferior, e se as comissões de abertura, avaliação e processamento da prestação mensal forem mais atractivas”, adianta Sérgio Pereira. Por exemplo, o Crédito Agrícola oferece condições vantajosas aos jovens até 31 anos podendo até bonificar o spread do crédito habitação em 0.1%.

Dos vários bancos analisados, existem quatro bancos em particular (Millennium BCP, Novo Banco, Santander Totta e Crédito Agrícola) que apenas apresentam uma taxa fixa para um período reduzido, normalmente a cinco anos. Chegando ao fim deste período a taxa a cobrar passa a ser variável, indexado ao Euribor. “Um crédito habitação com taxa fixa poderá ser atractivo para alguns consumidores pois têm a certeza que as suas prestações não se alterarão, mas no geral, terão de aceitar pagar uma taxa de juro mais elevada, pois o possível aumento dos juros no mercado passará a ser um risco do banco”, esclarece o Director Geral.

A União de Crédito Imobiliário (UCI) oferece neste momento as melhores condições para crédito com esta característica – a sua prestação não se altera, ao contrário de um crédito habitação variável, que irá variar conforme a variação do indexante associado - no entanto, este crédito apenas está disponível a 30 anos.

Todos os bancos emprestam 80% do valor da avaliação da casa e apenas a UCI oferece um crédito a 100%

Outro factor a ter em conta é a percentagem de financiamento disponível. A análise do ComparaJá.pt indica que a grande maioria das instituições emprestam apenas até 80 % do valor de avaliação do imóvel, ficando os outros 20% ao encargo do futuro proprietário – uma poupança substancial que todos os futuros proprietários terão de atingir. A única excepção é a União de Crédito Imobiliário que empresta até 100% do valor de compra do imóvel. “As instituições de crédito estão também lentamente a abrir a torneira do crédito, o que é claramente um sinal positivo para a economia e as famílias Portuguesas”, afirma o responsável.

Nesse sentido, vale a pena rever os últimos dados do INE, que indica que o valor da avaliação imobiliária em Lisboa situava-se em Setembro nos 1.842 euros por m2, o que representa um aumento de 30% desde 2009, quando este valor se situava nos 1.411 euros por m2.



Resumindo, estão proporcionadas boas condições para a aquisição de imóvel em Portugal. Taxas Euribor continuam a cair (estando já negativos para 3 e 6 meses), spreads dos bancos continuam a baixar, a económica apresenta sinais de recuperação, e os preços dos imóveis continuam bastante atractivos quando comparado a outras cidades Europeias.

“Este poderá ser o momento ideal para comprar casa, tendo em conta os spreads relativamente baixos, as taxas Euribor em mínimos históricos, e a estagnação de preços imobiliários dos últimos anos”, defende Sérgio Pereira. 
 
Fonte: Diário Imobiliário

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