sexta-feira, 27 de novembro de 2015

Portugueses pagam prestação média de 314 euros por mês no crédito à habitação

Nos contratos de crédito à habitação celebrados nos últimos três meses, o valor médio da prestação registado em outubro foi de 314 euros,menos um euro do que no mês anterior, segundo os dados revelados esta terça-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). E o montante médio do capital em dívida fixou-se em 85.251 euros (84.974 euros em setembro).
Já a taxa de juro implícita no conjunto dos empréstimos à habitação passou de 1,228% em setembro para 1,225% em outubro, completando uma série de 16 meses de queda, escreve o Público, com base nos dados do INE.
Nos contratos celebrados nos últimos três meses a taxa de juro também continua a cair, passando de 2,317% em setembro para 2,281% em outubro.
A queda da taxa implícita reflete, tal como diz o jornal, a descida das taxas Euribor, a que estão associados a quase totalidade dos contratos à habitação em Portugal. As taxas Euribor estão em mínimos históricos, com o prazo de três e seis em terreno negativo.
O valor médio da prestação vencida para o conjunto dos empréstimos manteve-se inalterado face ao observado em setembro, fixando-se em 239 euros.
O montante de capital médio em dívida para a totalidade dos contratos de crédito à habitação foi inferior em 115 euros ao registado em setembro, situando-se em 52.248 euros em outubro.
fonte: Idealista News

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

207 municípios aprovam desconto no IMI para famílias com filhos

Cerca de dois terços dos municípios portugueses aderiram à medida aprovada no último Orçamento. Em 207 concelhos do país as famílias com filhos terão um desconto no Imposto Municipal sobre Imóveis (IMI). 

O número foi adiantado à TSF pela Associação Portuguesa das Famílias Numerosas (APFN). A secretária-geral, Ana Cid, diz que a resposta dos municípios foi muito positiva. "É realmente um número elevado, o que não nos surpreendeu. Tínhamos informação que os municípios, no caso de haver esta possibilidade, teriam o desejo de a adotar. Mostra que os municípios compreendem a medida".

 Concelhos com muitos habitantes, como Porto, Vila Nova de Gaia e Sintra, não aprovaram este desconto no IMI. Ana Cid contrapõe que outros também dos mais populosos aderiram. Na lista estão "Lisboa e bastantes municípios da área de Lisboa". 

A Associação Portuguesa das Famílias Numerosas defende que este desconto no IMI não representa nenhum benefício. Trata-se apenas de uma questão de justiça. "Uma pessoa que tinha uma casa maior era automaticamente considerado que tinha um luxo e que tinha que pagar mais tributação. Este ajustamento para nós não constitui qualquer benefício. É apenas um tratamento de equidade e justiça". 

Ana Cid não espera grandes alterações nos últimos dias do prazo. Os municípios têm de comunicar até ao final do mês a sua decisão. A Associação das Famílias Numerosas admite que o número final não andará longe dos 207 municípios que já confirmaram a medida.

Já a Associação Nacional de Proprietários (ANP) diz que estes descontos familiares são uma gota de água nas despesas das famílias. O presidente, António Frias Marques, diz que os problemas causados pelo IMI estão longe de serem resolvidos com esta medida.
 
Fonte: TSF

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Mais de sete em cada 10 portugueses têm casa própria. E você será o próximo? Consulte já a Imobretanha.

Mais de sete em cada dez portugueses (74,9% da população) têm casa própria, revela um estudo do Eurostat sobre as condições habitacionais, com base em dados de 2014. Este valor supera a média da União Europeia, onde a percentagem da população que possui casa própria é de 70,1%.

Segundo o estudo do Eurostat, divulgado esta segunda-feira, 23 de Novembro, em todos os Estados-membros da União Europeia existem mais proprietários do que inquilinos. Os países onde a percentagem de proprietários é mais elevada são a Roménia (96,1% de proprietários), Eslováquia (90,3%), Lituânia (89,9%), Croácia (89,7%) e Hungria (89,1%).

Por outro lado, menos de dois terços da população são donos da casa onde vivem na Alemanha (52,5%), Áustria (57,2%), Dinamarca (63,3%), Reino Unido (64,8%) e França (65,1%).

Em Portugal, no ano passado, 54,9% da população vivia em casas e 45% em apartamentos, uma tendência partilhada pela maioria dos Estados-membros da União Europeia, onde a maior parte da população vive em moradias (59,3%).

No que diz respeito à sobrecarga com os custos da habitação, esta é mais elevada na Grécia, onde 40,7% da população gasta mais de 40% do rendimento disponível com a habitação. A Grécia é seguida, à distância, pela Alemanha (15,9%), Dinamarca (15,6%) e Holanda (15,4%). No lado oposto surge Malta (1,6%), Chipre (4%) França e Finlândia (ambos 5,1%).

Numa escala de zero ("insatisfeito") a dez ("totalmente satisfeito"), os residentes da União Europeia classificaram a sua satisfação com a habitação em 7,5. Entre os vários Estados-membros, a satisfação é mais elevada nos três países do norte da Europa – Finlândia (8,4), Dinamarca (8,3) e Suécia (8,2) – na Áustria (8,3) e Holanda (8,1). 

Os menos satisfeitos são os búlgaros (6) e os gregos (6,6). Os portugueses classificaram a sua satisfação em 7,3, abaixo da média da União Europeia (7,5). 
 
Fonte: Jornal de Negócios

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Reabilitação é negócio em alta | CONSULTE A IMOBRETANHA TEMOS BOAS OPORTUNIDADES

Estima-se que o investimento na aquisição de imóveis em Lisboa para reabilitação tenha ultrapassado os 200 milhões de euros no primeiro semestre de 2015. E encontram-se em reabilitação mais de 100 edifícios da capital portuguesa, para uso residencial ou turístico, de acordo com a ‘Análise do Mercado Imobiliário em Portugal - Setembro 2015’, da consultora CBRE.

Entre os principais investidores encontram-se os estrangeiros de várias proveniências: Estados Unidos da América, Reino Unido, França, Médio Oriente, China, Angola, entre outros.

Turismo e residências em destaque

A maioria das aquisições destina-se à promoção de projetos de uso residencial ou turístico. A reabilitação urbana teve nos últimos anos um grande ímpeto, com a publicação de legislação diversa – com impacto quer ao nível da oferta (novo Regime Jurídico da Reabilitação Urbana, revisão do Novo Regime de Arrendamento Urbano, Regime do Alojamento Local), quer ao nível da procura (Autorização de Residência para Atividade de Investimento, os chamados vistos gold, e Regime Fiscal de Residentes Não Habituais).

Atualmente o valor de aquisição de imóveis para reabilitação localizados no centro histórico de Lisboa varia entre os 1.500 euros/m2 e os 2.500 euros/m2 de área bruta de construção.

Já não restam dúvidas de que a reabilitação urbana é cada vez mais um negócio em crescimento no mercado imobiliário e com impacto na atividade das consultoras. Este aumento fez com que a Jones Lang LaSalle (JLL) reforçasse os serviços de Development Solutions para a prestação de serviços de Project Management em Portugal.

Nesse âmbito a consultora já tem um portefólio de mais de uma dezena de projetos de reabilitação urbana em diferentes fases de desenvolvimento. Estão localizados sobretudo em Lisboa e para uso habitacional, totalizando um valor de investimento de mais de 60 milhões de euros.

Esta necessidade de reforço surgiu do aumento do investimento estrangeiro neste segmento da reabilitação urbana, que nos últimos dois anos tem sido de especial atração para asiáticos e franceses. “Os investidores internacionais que compram imóveis para reabilitar em Portugal pretendem, na maioria dos casos, entregar a gestão de todo o processo de reabilitação a uma equipa profissional. Procuram alguém que garanta uma gestão cuidada de todas as fases do projeto, poupando assim tempo, dinheiro e minimizando os riscos que poderão advir de uma não presença física no mercado”, revela Fernando Vasco Costa, head de Development Solutions da JLL.

Porto recebeu 1,2 mil milhões em dez anos

Não é só na capital que a reabilitação urbana domina. Também na Invicta o investimento nesse segmento atingiu, entre janeiro de 2005 e junho de 2015, quase 1,2 mil milhões de euros. E cada euro de investimento público alavancado 18 euros de capital privado.

Segundo um documento divulgado pela Porto Vivo, Sociedade Reabilitação Urbana da Baixa Portuense, à reabilitação propriamente dita há a acrescentar “o efeito de dinamização da atividade económica na área em causa e nos quarteirões envolventes, com inequívocos efeitos positivos sobre o emprego, a receita fiscal e as exportações de bens e serviços”
 
Fonte: Sol

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Venda de casas cresce ao ritmo mais elevado dos últimos cinco anos

Em setembro, a venda de casas cresceu ao ritmo mensal mais elevado dos últimos cinco anos (desde 2010), um cenário que se deve ao aumento constante da procura.
Em causa estão dados que constam no inquérito do Royal Institute of Chartered Surveyors (RICS) e da Confidencial Imobiliário (Ci), o Portuguese House Market Survey (PHMS) de setembro. Segundo o mesmo, no mercado de arrendamento, o aumento da procura motivou uma retoma marginal das rendas.
“Os resultados do RICS/Ci PHMS de setembro revelam que o volume de vendas cresceu ao ritmo mensal mais rápido desde que este inquérito foi lançado, em 2010, ao mesmo tempo que a procura registou o crescimento mais acelerado dos últimos seis meses, com o documento a afirmar que este último indicador, visível através das novas instruções de compra, tem subido – com maior ou menor intensidade – desde julho de 2013”, refere a empresa em comunicado.
Relativamente ao mercado de arrendamento, a procura voltou a aumentar e foi “acompanhada por uma forte quebra das novas instruções por parte dos proprietários”. “Graças a este desequilíbrio entre a oferta e a procura, as rendas voltaram a subir em setembro, ainda que de forma marginal, com os participantes no inquérito a antever que esta tendência se mantenha nos próximos três meses”, lê-se no documento.
Para Ricardo Guimarães, diretor da Ci, o mercado imobiliário está a recuperar, o que se deve à “melhoria do sentimento de mercado reportado pelos agentes”. “Os empréstimos bancários estão a aumentar, a procura está a crescer e a confiança a reforçar-se”, referiu.

Crédito à habitação: famílias portuguesas voltam a ser mais cumpridoras ajudadas por Euribor mais baixas que nunca

Depois do máximo de seis anos atingido em março passado, as famílias portuguesas estão nos últimos meses a conseguir cumprir mais as suas obrigações junto da banca, no momento de pagar a prestação mensal do crédito à habitação. Ajudadas pelas baixas da euribor (que acabam por reduzir o valor do encargo), no final do terceiro trimestre em setembro havia 149 mil famílias em incumprimento, menos 2674 casos do que no final do trimestre anterior - e também aí já tinha baixado.
Das 2.292.924 famílias com empréstimos à habitação concedidos pela banca, 6,5% estão com o crédito vencido, mostram os dados atualizados nesta terça-feira pelo Banco de Portugal (BdP). Tal como o número absoluto de famílias em incumprimento, escreve a este respeito o Público, este rácio desceu pelo segundo trimestre consecutivo (no final de junho estava nos 6,6%), mas continua no mesmo nível de há um ano atrás.
O número de famílias que deixaram de pagar a casa ao banco atingiu no final de março os 154 mil, o valor mais alto desde o terceiro trimestre de 2009. 

Mas para a banca o cenário não foi tão positivo. Dos 104.388 milhões de euros registados no balanço dos bancos como empréstimos à habitação, 2,9% dizem respeito a situações em que os clientes não cumpriram ou não conseguiram cumprir os prazos de pagamento. Esta percentagem é igual ao valor registado no final do segundo trimestre, altura em que o rácio de crédito vencido tinha aumentado depois de um período em que se manteve nos 2,8% durante três trimestres.
Euribor baixas ajuda famílias a evitar incumprimento
Uma análise recente do gabinete de planeamento do Ministério das Finanças, assinada por Clara Synek e citada pelo Público, referia o aumento do peso dos empréstimos de cobrança duvidosa no segmento dos créditos à habitação, mas sublinhava os “níveis de incumprimento contidos”.
Para isso, explica a economista, “tem contribuído o nível relativamente baixo das taxas de juro, que por sua vez tem permitido a redução da prestação mensal média nos contratos deste segmento”.
No conjunto dos contratos, tal como escreve o jornla, o valor médio da prestação vencida “fixou-se em 241 euros no conjunto dos nove primeiros meses de 2015, menos 52 euros face ao valor médio de 2009 (293 euros)”.

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Uma em cada 5 câmaras baixa IMI em 2016

Uma em cada cinco autarquias, das 138 que já fixaram a taxa do IMI, decidiu baixar o imposto em 2016. A esmagadora maioria (78%) optou por manter a taxa inalterada, sendo que em muitos casos esta manutenção significa que os proprietários vão continuar a pagar a taxa mínima do IMI que está neste momento balizada nos 0,3%.

Os municípios têm até ao final deste mês para comunicar à Autoridade Tributária e Aduaneira a taxa do Imposto Municipal sobre os Imóveis que querem aplicar em 2016 (para o imposto devido este ano). Entre os que já cumpriram esta formalidade, destacam-se os 28 que optaram por baixar o imposto aplicável às casas que mudaram de mãos de 2004 para cá ou que foram alvo do processo de reavaliação geral realizado entre 2011 e 2012. Amadora Almada, Cantanhede, Celorico de basto, Constância, Entroncamento, Gondomar, Loures, Moita, Palmela e Peniche estão entre as autarquias que vão suavizar o imposto em 2016. Mas a descida mais significativa vai ser sentida por quem tem casas em Albufeira, onde o IMI passa de 0,5% para 0,35%.

Em sentido inverso (de subida), há, para já, a assinalar apenas o caso de Aveiro, que por ter recorrido ao Fundo de Apoio Municipal está obrigada a cobrar o IMI pela taxa máxima de 0,5%. Ainda assim, a autarquia espera poder aplicar o beneficio que em 2016 permite reduzir a taxa de imposto às famílias com filhos e que residam no concelho.

À semelhança do que sucedeu este ano, os dados já disponíveis indicam que a maioria das autarquias deverá manter a sua taxa de IMI sem alterações, o que em grande parte é justificado pelo facto de muitas estarem já no valor mínimo previsto na lei. Este ano, em 135 das 308, o IMI ficou nos 0,3% e para o ano, 75 (entre as quais Lisboa) já indicaram ao fisco que faça os cálculos do IMI tendo também por base a taxa reduzida.

Para o bastonário da Ordem dos Contabilistas Certificados (OCC), Domingues de Azevedo, esta tendência das autarquias para fixar o IMI na taxa mínima (ou perto dela) ou para a reduzir tem a ver com “o aumento significativo da receita deste imposto” sentido em 2014 e que se terá acentuado ainda mais em 2015, com o a extinção da cláusula de salvaguarda que durante três anos limitou a subida do IMI para os donos das casas alvo do processo de avaliação geral.

“A subida da receita deu alguma folga orçamental às autarquias e levou-as a tomar medidas que aliviem a carga fiscal dos proprietários”, referiu. Algumas fazem-no encontrando-se à taxa mínima, outras baixando o imposto e outras ainda aderindo ao chamado IMI familiar – um benefício fiscal criado com o Orçamento do estado de 2015 e que veio conceder às câmaras poder para decidirem desagravar a taxa deste imposto para os agregados com filhos a cargo.

Segundo o levantamento efetuado pelo “Anuário Financeiro dos Municípios Portugueses”, o IMI gerou uma receita de 1,47 mil milhões de euros em 2014 – valor que traduz uma subida de 13,1% face ao que foi cobrado em 2013. Mas se a comparação for feita com 2008 (antes, portanto, do processo de avaliação geral), verifica-se que a receita do IMI aumentou 35,5% (o que equivale a cerca de 400 milhões de euros).

As estimativas para este ano apontam para nova subida da receita do IMI, desde logo por causa da extinção da referida cláusula de salvaguarda. Os dados da execução orçamental até setembro revelam que nestes nove meses de 2015 a cobrança do IMI totalizou 1,14 mil milhões de euros (mais 10% do que no período homólogo de 2014). Este montante não inclui ainda a terceira e última fase de pagamento deste imposto, que ocorre durante o mês de novembro.

Pedro Marinho falcão, jurista especializado em questões fiscais, vê  “duas ordens de razões” nesta opção das autarquias de manter ou baixar o imposto: “Por um lado baixam a carga fiscal dos residentes e por outro tentam tornar-se mais atrativas para as empresas”, sendo que a captação de investimento lhes permite depois obter outro tipo de receitas, através, por exemplo, da derrama do IRC.

Sem querer, enquanto presidente da associação Nacional de Municípios Portugueses, pronunciar-se sobre a fixação das taxas de IMI, Manuel Machado não recusa falar sobre a opção tomada pelo Executivo da câmara a que preside. Neste contexto, explicou que em Coimbra foi decidido manter a taxa do IMI em 0,35%, tendo a opção de desagravamento fiscal para as famílias recaído sobre o IRS.

Coimbra recusou ainda aderir ao IMI Familiar, solução que Manuel Machado apelida de “perversidade fiscal”, na medida em que se trata de um benefício que confunde Para Manuel Machado, o IMI familiar “é uma perversidade de política fiscal”, na medida em que tenta criar um beneficio para as famílias num imposto que incide sobre o património, o que na sua opinião não faz qualquer sentido.

A informação disponível indica, no entanto, que a maioria dos 308 municípios portugueses já aderiu ou sinalizou a intenção de aderir ao IMI familiar, o que fará com que as famílias residentes nestes concelhos tenham um desagravamento da fatura do IMI em 2016. Esse desagravamento pode ir até 10% quando existe um filho; até 15% quando há dois; e até 20% quando são três ou mais.

Os dados disponíveis revelam ainda que há 12 autarquias que vão aplicar a taxa máxima de 0,5% em 2016 – sendo que só a de Aveiro surge pela primeira vez neste grupo.
 
Fonte: Dinheiro Vivo